Review: Kuragehime

Logo de Kuragehime

A protagonista de Kuragehime é Tsukimi, uma garota otaku (no sentido original de ser alguém obeceado por algum assunto) que idolatra… águas vivas. Ela vive em uma casa com um grupo de otakus desempregadas que vive dentro de casa sem trabalhar e sendo sustentadas pelos pais. Tudo muda quando Tsukimi encontra com Kuranosuke, filho de um político e que gosta de ser vestir de mulher (!?) que, ao descobrir que a casa antiga em que elas vivem está para ser demolida para reurbanização, toma  partido e resolve convencê-las a lutar por alguma coisa.

A protagonista Tsukimi

O retrato de pessoas desajustadas é a melhor parte da série, explorando o conflito entre as pressões da sociedade em se tornarem “normais” e o desejo delas serem quem elas são. Além de Tsukimi, temos Chieko, uma viciada em bonecas japonesas tradicionais; Banba, uma obcecada por trens; Mayaya, uma fã do Romance dos Três Reinos; e Jiji, atraída por homens velhos. O tom de comédia prevalece, com muitas situações bizarras inevitavelmente causada por personagens tão estranhos. De um lado, Kuranosuke inevitavelmente tenta transformá-las em garotas normais quando necessário (para tanto oferecendo recompensas relacionadas a seus vícios), mas percebe que elas não precisam mudar para explorarem seus talentos naturais.

As amigas de Tsukimi

O maior defeito do anime é que ele tem um final meio improvisado que não é grandes coisas, mas é de se esperar visto que o mangá está sendo publicado. Se não se importa em continuar pelo mangá, não vai ser um problema.

A abertura é fantástica, mostrando as personagens em cenas de filme, o que pode parecer sem sentido até se notar que o nome dos capítulos do mangá e dos episódios do anime são todos referências a filmes. A música do Chatmonchy é meio estranha de início, mas acabei gostando com o tempo. A animação do encerramento é simples mas bonitinha, com uma ótima música do Sambomaster cuja letra tem tudo a ver com o tema da série (“Eu realmente quero que você perceba / o fato de que você é linda / como você pode ainda não ter percebido? / Parece que seu coração se perdeu”).

Recomendado para quem está a fim de uma comédia descompromissada e não liga para a falta de um final bem fechado.

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