Primeiras Impressões: Sakamichi no Apollon, Tsuritama

Primeiras impressões no meio da temporada? Deal with it.

A expectativa por Sakamichi no Apollon era imensa: diretor de Cowboy Bebop? Música da Yoko Kanno? Do want. E pelos quatro primeiros episódios, a expectativa foi atendida, mas não se engane: não é um novo Cowboy Bebop.

Sakamichi conta a história de um garoto, Kaoru, cujo pai trabalha na marinha e que se muda para uma pequena cidade litorânea no sul do Japão. Introvertido e ligeiramente antipático, ele entra na nova escola sem muito ânimo. Até ele encontrar Sentarou, uma grandalhão meio incompreendido que é temido por muitos da escola. Kaoru acaba descobrindo que, enquanto toca piano clássico, Sentarou toca bateria e adora jazz. Também acaba entrando na história Ritsuko, a representante da sala e amiga de infância de Sentarou, cujo pai possui uma loja de música.

Se for pensar, Sakamichi utiliza inúmeros clichês manjadíssimos: colegial, o novato na escola, os amigos de infância, triângulos amorosos, etc. Mas felizmente isso serve apenas como base para explorar a relação dos personagens e, também importante, o jazz. As cenas em que os personagens tocam são muito bem animadas; também existem cenários lindíssimos (adoro cidades em lugares montanhosos perto do mar). Mesmo no departamento de romance, posso adiantar que acontece mais em quatro episódios do que em duas temporadas de Kimi ni Todoke. Para completar, o anime já está cobrindo alguns temas mais profundos como preconceito e xenofobia (dica: o cabelo loiro de Sentarou não é causado pela mutação tradicional de personagens de anime).

Nem preciso dizer que a trilha sonora é ótima. A abertura decepciona por um lado por não ter absolutamente nada a ver com jazz (nada de um novo Tank!) mas também agrada por outro porque é mais uma música viciante da YUKI, que cantou as aberturas de Honey & Clover.

Meu único pé atrás é que o anime é baseado num mangá de 9 volumes que já acabou – não que seja ruim, mas isso implica que eles vão ter que resumir bastante, ou cobrir somente parte da história deixando todo mundo chupando o dedo.

Tsuritama de chamou a atenção pela animação e também, claro, por fazer parte do bloco Noitamina. Ele conta a história de Yuki, uma garoto que se muda para a ilha Enoshima (alguns podem se lembrar de um dos episódios de Aoi Hana, que se passa lá) com sua avó. Tímido e sem habilidades sociais, ele entra na nova escola (onde já escrevi isso?) cheio de nervosismo; em momentos de pânico ele faz um cara medonha e sente-se afogando (o que é interessantemente mostrando visualmente com água imaginária subindo). Ele encontra um outro aluno novo, Haru, que é um alien numa missão para salvar a terra. Ou algo assim. Também se envolvem na história Natsuki, um garoto reservado e antipático que ganhou várias competições de pesca, ou algo assim, e Akira, um indiano com um pato chamado Tapioca.

Pois é. A história é totalmente insana e bastante engraçada, mas só vi dois episódios, então não faço idéia de que rumo esse anime vai tomar. Mas estava sentindo falta de coisas insanas. A animação, como e disse, chama a atenção por ser meio estilizada e com cores super saturadas. A trilha sonora é do fantástico Kuricorder Quartet (de Azumanga Daioh e Allison to Lillia). O seiyuu do Akira é o melhor seiyuu do universo, o Tomokazu Sugita (Kyon, ’nuff said). A abertura possui uma dancinha engraçada que sem dúvida vai ser dançada por alguns otakus doidos por aí, acompanhada por uma música do FUJIFABRIC que não me chamou muito a atenção (mas é bacana), ao contrário do encerramento: um bom cover da “Sora mo Toberu Hazu”, do Spitz, pela misteriosa banda sayonara ponytail (ninguém nunca as viu ao vivo).

Eu brincava que meu primeiro critério de seleção de animes começaria a ser tirar todos que envolvessem colegiais, mas essa temporada está me provando errado.

 

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