Livros de 2009

Vou convenientemente ignorar que já passamos da metade de 2010.

§ A Equação que Ninguém Conseguia Resolver (Mario Livio): eu adoro livros de história da matemática… este conta toda a história por trás das tentativas de achar fórmulas que dêem as soluções de equações de quinto grau. Muito interessante.

§ Ballad of a Shinigami 1 e 2 (K-Ske Hasegawa): light novels que viraram o anime Shinigami no Ballad. É um pouco mais aprofundado que o anime, o que é interessante, em especial o surgimento de uma nova personagem quase rival à Momo. Pena que vou ficar sem saber o resto, porque foi cancelado lá nos EUA :(

§ Norwegian Wood (Haruki Murakami): meu primeiro livro do Murakami. Não me atrevo a fazer uma crítica aprofundada dele, mas posso dizer que gostei muito. Conta a história de um estudante e sua relação com a namorada de seu melhor amigo, amigo este que se suicidou tempos antes.

§ Minha Querida Sputnik (Haruki Murakami): outro livro excelente. Conta a história de Sumire e de sua primeira paixão, narrado por “K”, seu melhor amigo. É basicamente um livro sobre solidão, a distância entre as pessoas – o título é uma alusão ao satélite russo, isolado no espaço.

§ As Variedades da Experiência Científica (Carl Sagan): sou fã babão do Sagan mas devo dizer que, apesar desse ser um bom livro, ele pouco me marcou. Acho que como Dawkins, ele se sai melhor falando de ciência e de sua área, no caso, astronomia.

§ Pirâmides (Terry Pratchett): Discworld é Discworld, nem tenho mais o que dizer :)

§ Surely You’re Joking, Mr. Feynman! / O Senhor Está Brincando, Sr. Feynman? (Richard Feynman): Feyman foi um dos mais importantes físicos da história, mas algo que o destaca dos demais é a sua personalidade única e extrovertida. Esse livro é uma reunião de “causos”, e com ele você conhece um pouco da incrível vida dele. Inspirador, para dizer o mínimo. Um dos “causos” mais interessantes é sobre quando ele veio dar aula no Brasil, e conta como os alunos daqui abordam o aprendizado de uma maneira totalmente estapafúrdia. Esse capítulo é tão bom que insisto que leiam, tem pela net em português. O livro tem edição em português, mas por algum motivo é caríssima.

§ QED: The Strange Theory of Light and Matter (Richard Feynman): depois do livro acima, tive que ler algum livro de física dele. Este tenta explicar a eletrodinâmica quântica para “leigos informados”. Como eu li o livro como se tivesse lendo um livro comum, fui ignorando o que não entendia, mas mesmo assim é bastante interessante. Ele mostra como a luz é uma coisa totalmente bizarra. Um trecho interessante (peço desculpas se falar besteira, faz tempo que li :P) foi ele comentando que a luz sempre tenta achar o caminho mais rápido – mesmo que ele não seja o mais curto! Um exemplo são as miragens: elas são imagens do próprio céu, que você enxerga como se estivesse no chão, no horizonte. Isso ocorre pela variação na refração do ar quente, que permite que a luz vinda do céu faça uma “curva” no ar permitindo você observá-la de um ângulo que normalmente não é possível. O estilo do Feynman de explicar as coisas é bastante interessante, sempre exemplificando tudo com experimentos mentais. (Sempre achei que se todo livro científico tivesse exemplos o suficiente, a humanidade avançaria no dobro da velocidade.)

§ Welcome to the N.H.K. (Tatsuhiko Takimoto): é a light novel que deu origem ao anime, o qual ainda não assisti. Ele conta a história de um hikikomori que inventa que existe uma conspiração que é culpada por ele ser tão fracassado. Já deve ter dado para perceber que gosto de personagens desajustados, e esse é um excelente exemplo :)

§ Onde está o Wally? A Grande Caça aos Quadros (Martin Handford): eu adorava os livros do Wally quando era criança, e quando vi que tinham lançado um novo recentemente, não resisti. É muito legal ficar viajando nas imagens vendo acontecimentos aleatórios. E é claro, procurar Wally e companhia.

§ The Left Hand of Darkness / A Mão Esquerda da Escuridão (Ursula K. Le Guin): comecei a ler os livros dela por causa de Earthsea, mas gostei tanto que estou lendo os demais. Esse faz parte do “Ciclo Hainish”, de ficção científica. Conta a história de Genly Ai, um emissário de uma liga interplanetária a um planeta recém descoberto. Neste planeta, os habitantes não têm sexo definido; eles só tomam identidades sexuais uma vez por mês, nos dias em que se relacionam sexualmente. O livro explora as possíveis consequências deste fato curioso: por exemplo, não há guerras de grande escala nesse planeta (de fato, sempre achei que 99% das guerras foram causadas por excesso de testosterona). A Le Guin é uma excelente autora, e sabe explorar muito bem a sua premissa. A ausência de sexos não é o ponto único da obra: ela explorar a ausência de dualidade de uma modo geral; por exemplo, esse planeta passa por um inverno constante, tanto que é chamado de “Inverno” pela liga. Isso se reflete no título do livro, cujo sentido é revelado no final da história.

Comprei o livro na Amazon, mas recentemente a editora Aleph relançou ele no Brasil.

§ The Dispossessed / Os Depossuídos (Ursula K. Le Guin): acredito que é meu livro favorito da Le Guin até então. Também do Hainish Cycle. A história se passa em dois planetas habitados que giram ao redor um do outro, Anarres e Urras. Anarres é habitada por uma colônia anarquistas, exilados de Urras após uma revolução. O livro conta a história de Shevek, um físico de Anarres que decide visitar Urras para divulgar suas pesquisas (de modo geral, a ida de pessoas de um planeta a outro é proibida). O interessante do livro é a especulação de como seria uma sociedade anarquista. A sociedade que ela mostra é muito interessante, onde todo e qualquer conceito de propriedade, posse é negado (daí o título). Para ilustrar até onde vai isso, por exemplo, em Anarres você não chama sua mãe de “sua mãe”, e sim “a mãe” – afinal, ela não é sua, não existe posse! De fato, uma sociedade sem o conceito de posse parece ser algo muito interessante, pena que dificilmente um dia se tornará real. Claro que nem tudo é perfeito, e a Le Guin também mostra os lados ruins de tal regime. Também é interessante ver a reação de Shevek, criado desde criança neste sistema, ao chegar em Anarres, em um país totalmente capitalista (A-io, referência aos EUA); ao ser levado a um shopping ele não se conforma em como tudo é etiquetado com um preço. Enfim, recomendo fortemente. Ele foi publicado no Brasil, mas saiu de circulação.

Livros de 2008

§ Alice no País das Maravilhas (Alice’s Adventures in Wonderland; Lewis Carroll): vergonhosamente nunca tinha lido, mas é genial. E absurdamente louco.

§ Belas maldições – as belas e precisas previsões de Agnes Nutter, bruxa (Good Omens: The Nice and Accurate Prophecies of Agnes Nutter, Witch; Neil Gaiman e Terry Pratchett): eu (vergonhosamente) nunca li nada do Neil Gaiman, autor de Sandman e de Coraline (que estreou hoje nos cinemas), mas já tinha lido vários livros do Terry Pratchett (da série Discworld). O livro é muito bom e muito engraçado; uma versão nonsense do apocalipse.

§ The Other Wind (Ursula K. Le Guin): o “último” livro de Earthsea (série na qual foi baseada Tales from Earthsea, do Ghibli). Um ótimo desfecho para a série.

§ Tales from Earthsea (Ursula K. Le Guin): livro com vários contos que se passam em Earthsea. Muito bom, como sempre.

Eu não conseguiria recomendar Earthsea o suficiente (se você viu o anime, esqueça ele, os livros são muito melhores). Pena que só os dois primeiros foram publicados por aqui (O Mago de Terramar e as Tumbas de Atuan). O estilo da Le Guin é muito conciso e poético, ao contrário de certos autores *cofTolkiencof* *leva uma surra*. Pena também que acabou e não tem mais nenhum livro da série D: (mas já comprei da Amazon outros dela).

§ O Castelo No Ar (Castle in the Air; Diana Wynne Jones) se passa no mesmo mundo de O Castelo Animado (do anime do Ghibli) e inclusive tem alguns personagens de lá que aparecem. Conta as aventuras de um vendedor de tapetes que compra um tapete voador de um estranho e se encontra com a princesa de seus sonhos e se mete em um monte de confusões, etc e tal. O mais engraçado é o modo como ele (e todos no país dele) tratam seus clientes com uma reverência tão grande que vaza ironia (“Ó príncipe entre os comerciantes, jóia azul dentre os gênios, …”)

Surpreendentemente o livro saiu por aqui. Sairia mais barato comprar na Amazon (mesmo com o dólar assim), mas vá lá, apoiar a indústria brasileira ou algo do gênero. Já saiu um terceiro livro no mesmo mundo lá nos EUA (House of Many Ways), vamos ver se sai por aqui. Também acabei de descobrir que uma outra série famosa dela (Chrestomanci/Crestomanci) saiu por aqui, com capas horrorosas.

§ Fausto Eric (Terry Pratchett): da série Discworld, uma paródia de Fausto. Curto mas muito engraçado.

§ A Magia de Hollywood (Moving Pictures; Terry Pratchett): também do Discworld, desta vez tirando sarro de clichês de filmes.

§ O Aprendiz de Morte (Mort; Terry Pratchett): Discworld; qualquer livro com o Morte é muito engraçado.

§ O Senhor da Foice (Reaper Man; Terry Pratchett): Discworld; idem, embora este tenha uma lado mais filosófico.

§ Trilogia Fronteiras do Universo: A Bússola de Ouro, A Faca Sutil, A Luneta Âmbar (His Dark Materials: The Golden Compass, The Subtle Knife, The Ambar Spyglass; Phillip Pullman). MUITO bom! O filme acabou antes da melhor parte (o final do primeiro livro), mas espero que continuem porque os livros são muito bons. Provavelmente vou fazer um post separado e vou falar do polêmica deles serem livros ateus do mal.

§ A Oxford de Lyra (Lyra’s Oxford; Phillip Pullman): é uma “continuação” da trilogia acima, mas é apenas uma pequena história que se passa depois. Interessante, mas muito curto (umas 50 páginas).

§ A música dos números primos: A história de um problema não resolvido na matemática (The Music of the Primes: Searching to Solve the Greatest Mystery in Mathematics; Marcus Du Sautoy): livro muito interessante sobre a história da Hipótese de Riemann, que tem relação com a distribuição dos números primos. Até hoje ninguém conseguiu prová-la e há um prêmio de 1 milhão de dólares para quem conseguir. O livro é bem acessível para leigos.

§ O Livro dos Códigos (The Code Book; Simon Singh): livro sobre a história da criptografia, que é extremamente fascinante; desde a Grécia antiga até a criptografia quântica, passando por muitas coisas interessantes como, claro, a quebra do cifrador Enigma utilizado pelos alemães na segunda guerra. Novamente, bem acessível para leigos.

§ O Carrasco do Amor (Love’s Executioner; Irvin D. Yalom): emprestado pela minha irmã, de cara o livro tinha cara de auto-ajuda, mas quando comecei a ler não consegui parar. Ele detalha alguns casos de pacientes de Yalom (um psicólogo). É muito interessante parar tirar alguns preconceitos bobos contra psicólogos (“se alguém consegue tratar os outros, porque o cara não se trata sozinho?” — é óbvio que todos têm problemas, inclusive psicólogos, mas isso não impede-os de ajudar os outros e inclusive aprendem muito com os pacientes).

Adeus, Michael Crichton ;_; (e divagações sobre ceticismo)

O Michael Crichton morreu. D:

Para quem não conhece, ele é o criador do seriado E.R. (Plantão Médico) e escritor de vários livros, muitos deles adaptados em filmes como Parque dos Dinossauros, Congo, Assédio Sexual, Esfera e Linha do Tempo.

Michael Crichton

Eu sou fã dele desde que li Mundo Perdido, ainda antes do filme sair. Logo fui comprando os outros livros dele e gostei de todos. O aspecto mais interessantes das obras é como todas são parcialmente baseadas em coisas reais — você nunca sabe onde acaba a realidade e começa a ficção.

Nos últimos anos ele se envolveu em algumas polêmicas, principalmente por causa do seu livro Estado de Medo. Esse livro é uma obra de ficção que envolve o aquecimento global, em especial em como a justificativa de que ele é causado pelo homem pode ser uma farsa. Mas o problema é muitos não conseguem separar o que ele diz no livro e o que ele acredita (justamente pelo o que falei: não dá pra saber onde acaba a ficção). Crichton, apesar de ter uma visão menos ortodoxa sobre o assunto, acreditava que não há consenso sobre ele e que mais pesquisa deve ser feita; coisa que pouca gente pode negar.

Um outro ponto muito curioso, especialmente para mim, é o seu livro Álbum de Viagens. Esse é um livro auto biográfico onde ele conta sobre algumas viagens pelo mundo (muito interessantes) e diversas experiências, algumas delas envolvendo coisas como entortamento de colheres, canalização de espíritos, conversar com plantas e coisas do tipo. Eu, sendo o sr. cético que sou, tive bastante dificuldade de engolir tudo isso. Ele está mentindo, ou isso realmente existe? É fácil desdenhar o testemunho de um zé qualquer, mas e quando é de um autor que você gosta e respeita?

Não tenho resposta para isso. Não quero acreditar que ele está mentindo, mas também não consigo acreditar nessas coisas. Meu ponto de vista atual é que deve haver alguma resposta plausível para tudo isso (no que Crichton também acreditava).

Uma coisa que não concordo com os céticos atualmente é como eles desdenham toda e qualquer experiência sobrenatural. Não me interpretem mal, eu não acredito nelas. Mas ignorá-las por completo não é a atitude de alguém que pensa cientificamente.

Por exemplo, sei lá, considere “O Milagre do Sol” que aconteceu em Portugal, onde mais de 50.000 pessoas supostamente viram o Sol girando no céu e outras coisas bizarras. A explicação religiosa é que houve um milagre, o aparecimento de Jesus, virgem Maria e cia. A explicação “científica” é que foi algum fenômeno meteorológico ou uma alucinação coletiva. Agora, sinceramente, qual das explicações é mais plausível? Para mim, as duas são extremamente pobres. Sim, a mais plausível é a científica, mas ela isso não muda o fato que ela é extramamente fraca.

E o mesmo acontece com muitas outras coisas: UFO’s (qual é a conspiração mais mirabolante: que são alienígenas e tudo é encoberto pelos governos, ou que toda e qualquer foto, filme ou testemunho é montagem, mentira, ou alucinação?), espíritos, milagres, etc.

Infelizmente existe uma carência de estudos nessas coisas, mas o preconceito contra elas é enorme (quem vai patrocinar um estudo desses?). Eu acredito que há uma explicação perfeitamente lógica para todas elas, mas não sabemos qual é! E isso eu considero muito frustrante. Duas frases do Carl Sagan (outro excelente autor que me influenciou muito) resumem bem a situação: “Afirmações extraordinárias requerem evidências extraordinárias”, mas “ausência de evidência não é evidência da ausência”.

Enfim, voltando da divagação, esse livro me fez pensar nessas coisas. Em geral, os livros o Crichton fazem você pensar em várias coisas, e esse é o grande motivo pelo qual gosto tanto dele. É triste pensar que nunca mais lerei um livro dele… (*pesquisa* se bem que vão publicar um livro postumamente!)

Você pode comparar preços dos livros de Crichton no BuscaPé (não, não é um link patrocinado). Recomendo todos, em especial os mais antigos. Se você gosta de ficção científica, recomendo O Enigma de Andrômeda, Esfera, Parque dos Dinossauros, Mundo Perdido, Linha do Tempo, e Presa. Se gosta de thrillers mas sem coisas (muito) mirabolantes, recomendo O Homem Terminal, Sol Nascente, Armadilha Aérea, e Assédio Sexual.

A Bússola de Ouro (The Golden Compass)

Pôster de A Bússola de Ouro com a protagonista, Lyra, e um urso polar cujo nome desconheçoEu não tinha dado muito atenção a A Bússola de Ouro (The Golden Compass), filme que estréia nos cinemas em dezembro. Até que descobri que a série de livros na qual ele é baseado tem temas anti religiosos e o autor, Philip Pullman, é ateu.

Instant win. Preciso ver esse filme. E ler os livros. É praticamente o oposto d’As Crônicas de Nárnia!

É claro que os cristão bitolados já estão revoltados e estão promovendo um boicote. No filme foi tudo atenuado, mas e se crianças gostarem, e comprarem os livros para elas? Ninguém pensa nas criancinhas?!?

Mas o melhor de tudo é a data de estréia no Brasil: 25 de dezembro. Isso tem que ter sido de propósito.

***

A série de livros foi lançada no Brasil, denominada coleção Fronteiras do Universo, composta de três livros: A Bússola de Ouro, A Faca Sutil e A Luneta Âmbar. O triste da história é que estou querendo fazer uma nova compra na Amazon e, com o preço dos três livros aqui, eu posso comprar os três e mais três outros livros pelo mesmo preço.

Viva o Brasil. Por que livro aqui é tão caro? Provavelmente porque vende pouco. Agora não sei se dou uma de incentivador da indústria nacional e compro aqui ou importo da Amazon.

Chegaram! My preciousss

Livros: The Farthest Shore, Tehanu, Kino no Tabi e The Whale Rider

Depois que eu descobri que livro não paga imposto e que o dólar baixou, decidi fazer uma compra na Amazon… o que mais me motivou foi Kino no Tabi, mas tinham vários outros que eu queria comprar. Eu ia esperar pra sair o segundo de Kino, mas adiaram pro fim do ano… daí ia esperar sair Shinigami no Ballad mas também adiaram pro fim do ano. Então resolvi fazer a compra:

  • Kino no Tabi Volume 1: Book one of THE BEAUTIFUL WORLD, de Keiichi Sigsawa: série de light novels que deu origem ao anime de mesmo nome. O anime é um dos melhores que já vi, então o livro é garantido ser bom. Quanto ao livro em si, é impecável… a qualidade é muito boa.
  • The Whale Rider, de Witi Ihimaera: livro que deu origem ao filme de mesmo nome, Encantadora de Baleias aqui no Brasil. Comprei porque adorei o filme.
  • The Farthest Shore e Tehanu, de Ursula K. Le Guin: livros 3 e 4 do ciclo de Earthsea. Os dois primeiros foram os únicos lançados no Brasil e eu já tinha comprado. Nesses dois livros que foi baseado o último anime do estúdio Ghibli, Tales from Earthsea. Eu comprei os dois primeiros logo depois que ouvi falar do movie e nem assisti ele ainda… mas os livros são muito bons.

O preço total? 50 dinheiros americanos, o que coube certinho no pífio limite do meu cartão. Caí numa promoção leve 4 pague 3 e saiu muito barato. Veja bem, cada livro custou 25 reais. Aqui no Brasil eu não pagaria menos que 40 em cada um deles. Sim, nesse país de joça é mais barato importar livros do que comprar dentro dele.

Anyway, estou feliz com a compra e já estou planejando a próxima… a princípio com o segundo Kino no Tabi, o primeiro Shinigami no Ballad e os dois restantes de Earthsea. Quando eu terminar de ler os que comprei eu darei minha opinião inútil num review baba ovo.

Shoot.

§ Meu plano de ir na última hora torcendo para a seção estar completa não funcionou. Pelo menos fui promovido, antes tinha sido secretário (aka otário que fica na porta) e agora vou ser segundo mesário (aka otário que fica procurando o nome dos eleitores no caderno e manda assinarem no lugar certo) e portanto vou pegar 10 vezes mais (10 x 0 = 0).

Malditos.

§ Então o TBS parece ter morrido mas eu ainda não desisti dele (risadas ao fundo). Não gostei do código que escrevi até agora e provavelmente vou reescrever (mais risadas). Eu sabia que o certo para jogos online é usar UDP mas eu queria usar TCP mesmo assim. Porém agora depois das aulas de redes vi que realmente tenho que usar UDP. Achei uma biblioteca que faz tudo o que eu precisava (UDP confiável), a pyraknet, binding da raknet.

É, eu sei.

§ Li Fortaleza Digital, do Dan Brown. É bonzinho, o único problema são a quantidade de erros que existem no livro (por exemplo, considerar 64 bits como sendo 64 caracteres; criptógrafos usando senha de 5 dígitos ou deixando o terminal destravado ao sair). Se ele tivesse pesquisado melhor, talvez fosse até melhor que O Código (IMHO), já que ele fala de assuntos “da minha área” e a história em si é bem interessante.

A versão em inglês tinha uma seqüência de dígitos no final que escondiam uma mensagem secreta, aqui não teve… será que não conseguiram adaptar pro português ou nem descobriram do que se tratava?

*risada perturbada* Easier said than done, for me.

§ Tsubasa cap. 112: ANGST!!!!!

Um dos melhores capítulos da série.

Se você é imbecil como eu e ouve músicas do OST enquanto lê, ouça na seguinte ordem: “I talk to the rain” até quando Kurogane sai da sala, então “Ship of Fools”. (sim, no final, “Loop (TV Version)”; i’m silly like that)

§ xxxHOLiC cap. 104: Se eu fosse um shipper WxD, estaria feliz. Mas eu não sou, e estou feliz mesmo assim, porque xxxHOLiC comanda.

§ xxxHOLiC ep. 1: WOOT. Muito bom. A animação ficou legal, só não gostei das pessoas cinzas com contornos que parecem mais ops-não-­deu-­tempo-­de-­terminar do que um efeito artístico, mas tudo bem. E a animação da guria figurante tava meio estranha, não gostei muito dos olhos dela, assim como não gostei dos olhos da Himawari no movie… A Yuuko, o Watanuki, a Maru e a Moro estão perfeitos.

A música tá muito boa, só não gostei das mais alegres que tão meio bizarras. Mas as mais sérias e misteriosas tão tris.

OP. Destrói. Suga Shikao rlz. A ED rula também.

Mokona. No primeiro episódio. OK. Ele está OOC. Dá pra engolir.

Sim, botaram uma história que não tinha no mangá. Mas encaixou bem com o episódio e resumiu mais ou menos a moral do anime. E não tinha como começar a história da guria mentirosa logo no primeiro episódio.

Assistam.

Cena de xxxHOLiC

§ Shaman King cap 58: Uma palavra: DESMEMBRAMENTOS.

§ Vão lançar um filme de Death Note. Filme as in atores de verdade. Omg. Tem um alto risco de ser muito podre, mas tem potencial para ser destruidor. Vão ser duas partes. O ator do Raito (ok, Light, mas é tão melhor Raito) tá perfeito, pelo menos (se tirarem essas olheiras ridículas). MOSTREM LOGO O L GHASHRG. O Ryuk vai ser em CG.

Pôster do filme de Death Note: Raito com uma maçã voando.

Aliás voltei a ler o mangá. Eu tinha parado de ler por um certo acontecimento extremamente anti-climático, mas continuando agora não perdeu tanto a graça assim e na verdade está bom. Near comanda. Mello comandaria se não tivesse um cabelo tão ridículo.

§ Mais um passo rumo à dominação global: Google Calendar is alive.

§ 30% da minha banda já era em 43% do mês. Damn. Como 75% tá sendo usado só por JPG’s, botei as imagens de layout daqui e do Guia no ImageShack; vamos ver se diminui. Também devia botar as Cartas Clow, mas quero ver ter paciência para botar 104 imagens no ImageShack. Se não der, o jeito vai ser trocar de servidor. Mas pelo menos o domínio sou eu que administro e seria fácil mudar.

Deprimentemente, essa joça é mais visitada que o Guia.

§ Como estou carente de bandas para ser fã, ando baixando álbums aleatórios do JPOPSUKI. Como não sei o que baixar, uso critérios ridículos para escolher.

Aqua Timez – Nanashoku no Rakugaki (gostei do nome) é interessante. Pop/rock, vocal masculino. Nada extraordinário porém.

Wyse – Calm (não lembro porque baixei) não faz nem fim nem fum. Baterias que dão dor de cabeça. Rock, vocal masculino.

dream – ID, Boy meets Girl (da primeira ED de Inuyasha) é legal. Pop/rock, mais pra pop, vocal feminino. Nada de extraordinário também mas é bom de escutar.

Every Little Thing – Acoustic Late (alguma OP de Inuyasha) é chatinho. JPop básico, vocal feminino irritante.

melody – be as one (sim só porque gostei do nome) é boazinha. JPop chicletento.

Rie fu – Rose (a kouhai comentou) é meio… parada. Mas é o tipo de CD que tem que escutar com calma. Não sei o nome do estilo dela.

Sweetbox (gostei do nome) é chatinho. JPop chicletento, vocal feminino. Só gostei da Vaya con Dios, que sampleia a The Lion Sleeps Tonight. Neat.

The Cherry Coke$ – beer my friends (fui obrigado a baixar por ser o estilo mais bizarro que já tomei conhecimento: Rock Irlandês Japonês) é interessante por ser diferente, mas não é tão bom. Vocal masculino.

Resumindo, ainda não sou fã de mais nada.

§ Aliás, na busca de bandas novas, procurei por meses bandas de Ska legais. Eu sempre gostei de Ska, mas nunca achei uma banda que fosse no estilo que eu gostasse (mais “upbeat”, sem guitarras). A maioria é Punk Ska, que é chato, ou Ska tradicional, que é mais chato ainda.

Até que eu achei um CD perfeito – o It Means Everything, do Save Ferris, uma banda que obviamente já acabou. Baixei o segundo CD deles, mas eles mudaram completamente de estilo. Procurei por todos os lugares por uma banda parecida, perguntei em fórums (recomendaram Dance Hall Crashers, que não é a mesma coisa, e tem uma vocalista com voz irritante), vi recomendações no Last.fm, e nada.

Só me resta então escutar o It Means Everything até o fim dos tempos, solitariamente, carente de um estilo de música que ninguém toca. (Sim, o nome do álbum foi bem apropriado.) Ou então me contentar com migalhas com uma música ou outra no mesmo estilo feita por outras bandas, como Reel Big Fish (como a “She Has a Girlfriend Now” que ironicamente é cantada em dueto com a vocalista do Save Ferris).

§ OMG saiu um CD novo do Lou Bega em Novembro e eu não sabia. Achei que ele tinha desaparecido. Já comprei e chega amanhã. Sim, ele comanda. Pela capa tosca do CD dá para ver que tá uma coisa meio fim de carreira, ele com certeza mudou para uma gravadora local, mas quem se importa. Bom, tenho que ver se o CD é bom mesmo.

§ Para aproveitar o frete do CD comprei os 3 primeiros volumes de Discworld. Nunca li e tou comprando meio “tiro no escuro”, mas a kouhai já tinha recomendado e pelo o que eu li por aí é muito bom.

§ Li, ou melhor, skimmed, Punidos pelas Recompensas, do Alfie Kohn. Eu ando (sou) meio burro para ler livros inteligentes e portanto só dei uma lida por cima, mas é interessante. Basicamente, o cara diz que recompensas, além de não incentivarem as pessoas, na verdade as desestimulam. Por exemplo, notas de provas, bônus de salário, e até elogios. São tantas coisas envolvidas num elogio que podem dar errado (você pode tornar a pessoa dependente de sua opinião e impedi-la de formar a sua própria; ela pode ficar ofendida por saber que o que fez não é grande coisa o que significa que você está com pena dela ou coisa do tipo; etc) que eu sinceramente acho que nunca mais vou elogiar alguém.

§ Sou só eu que acho profundamente irônico o fato de, da maioria dos blogs que eu leio, o meu é o mais atualizado? No, I don’t have a life.