Acabei deixando acumular GATE7 e já tem vários capítulos lançados. E nesse meio tempo Legal Drug (agora Drug & Drop) voltou a ser publicado (e Kobato. vai sair no Brasil). Infelizmente, ando meio desanimado com tudo relacionado a CLAMP. Confesso que ainda não superei a decepção com Tsubasa e Holic.
Pode parecer besteira, mas dediquei muito tempo às duas séries e não consigo deixar de achar que se eu dedicar muito tempo à essas novas duas eu acabe me arrependendo.
Ainda assim, é provável que eu acabe dando mais uma chance.
Dennou Coil é um anime voltado para o público mais jovem, porém contém alguns elementos interessantes de ficção científica e dramáticos. A história se passa no futuro onde as pessoas utilizam óculos de realidade aumentada que permitem a junção do mundo real com o virtual, e o anime explora essa premissa para mostrar o impacto dessa tecnologia no dia a dia das pessoas. A série acompanha Yuko, de 11 anos (apelidada de Yasako, uma leitura alternativa do seu nome que significa “criança gentil”), logo após se mudar de cidade e conhecer colegas como Fumie e Daichi, dois viciados em “óculos” que vivem brigando virtualmente. A trama se aprofunda com o aparecimento de outra Yuko (apelidada de Isako, “criança corajosa”) que pesquisa o lado obscuro da realidade virtual e os “ilegais”, uma espécie de vírus; e com Haraken, um colega de Fumie que pesquisa a morte de uma amiga em um atropelamento que foi suspostamente causada pelos óculos que usava.
Já saiu o 4 mas depois comento. Vale notar que existem duas traduções: as da starlady, usadadas nos scanlations do Fail Manga; e as do cmertb, usadas nos scanlations do CxC Scans (que não as hospeda, mas tem para ler online). Não quero desmerecer a starlady, mas as traduções do cmertb são muito melhores e fazem mais sentido, então as recomendo.
Fiquei surpreso com estes capítulos. GATE7 mostra ao que veio: usar personagens que são baseados em figuras da história japonesa. Por um lado, como normalmente nós sabemos lhufas da história japonesa, ficamos meio perdidos. Mas por outro lado, temos a oportunidade de aprender um pouco sobre o assunto, e nada que a Wikipedia não ajude.
Saiu no site do CLAMP: GATE7 sairá no Brasil pela NewPOP, mas aparentemente sem nenhuma previsão de lançamento no momento.
Ótima notícia, só não sei muito o que dizer sobre a editora. Só tenho um mangá dela, o Alice no País das Maravilhas, que achei bem feito. Estranho não ter saído pela JBC, que publicou tudo do CLAMP por aqui. Também estranho terem anunciado tão cedo, acho que nunca publicaram um mangá tão “fresco” por aqui. Vão ser obrigados a manter uma periodicidade razoavelmente grande…
Isso nem conta como review, mas apenas um comentário pra não deixar o blog morrer.
Fractale acabou e posso dizer que para mim foi uma grande decepção. A premissa era sensacional: um sistema tipo Matrix, só que rodando por cima do mundo real, ao invés de substituí-lo, e várias questões sobre controle, liberdade, etc e tal. No fim a série não explora essas questões e tenta ser um anime de aventura (sem muito sucesso), com personagens indo pra cima e pra baixo sem motivação alguma (“vou fazer isso porque acho que é o certo a se fazer no momento”).
Ainda assim, os personagens eram bem cativantes. Focando neles, no fundo a série é até bonitinha, mas não chega perto de atingir seu potencial. Sem dúvida o patinho feio do bloco noitaminA.
De marcante só vai sobrar a música de abertura (Harinezumi, da Azuma Hitomi), que é excelente e tem uma batida parecida com a suprema Tori no Uta, de Air.
A editora L&PM vai entrar para o mercado de mangás com dois ótimos títulos: Solanin (Inio Asano, 2 volumes) e Bouken Shouken (Mitsuri Adashi, volume único). Solanin é excelente, já mencionei por aqui apesar de não ter feito um review. Bouken Shouken eu não conhecia, mas é de um autor de bastante renome no Japão, e parece ser bastante interessante.
Numa outra notícia, foi anunciado que Aquarion terá um novo anime, Aquarion Evol. Ele foi uma série de 2005 dirigida pelo Shoji Kawamori (de Escaflowne, Arjuna) que é bastante interessante, misturando fantasia, robôs gigantes e um pouco de ficção científica. Não está claro se é uma continuação ou um remake (já teve um remake na forma de um movie). Espero que coloquem a Yoko Kanno para compor e a Akino para cantar novamente!
E a temporada de inverno começou algumas semana atrás e surpreendentemente até que tem várias coisas boas no meio de bizarrices como Cthulhu moe (Lovecraft se revira tanto no túmulo que é capaz de gerar energia com sua rotação) e mais um pá de animes hárem.
Não vou fazer resumos porque odeio fazer resumos. Google it.
GOSICK
OK, o nome é uma versão tosca engrish quero-ser-diferente da palavra “Gothic” mas o anime é interessante, principalmente pela Victorique, a gothloli que é boa em resolver mistérios, com direito a cachimbo e tudo. O Kujo, o protagonista que acaba virando escravo da guria, até que não é tão pamonha quão aparenta também.
E é claro, temos a risada da Victorique, que vale o anime.
A abertura, “Destin Histoire” da yoshiki☆lisa é descaradamente parecida com a abertura da Gurren Lagann, “Sorairo Days” da Shouko Nakagawa. Ouçam:
O encerramento aparentemente não é descaradamento parecido com nada, e é legalzinho.
Level E
Do mesmo autor de Yu Yu Hakusho, o mangá de Level E foi publicado na década de 90 e só foi virar anime agora. Talvez por isso ele tenha um ar mais original porque acaba sendo bem diferente do padrão atual. Humor nonsense escrachado no bom e velho estilo manzai, numa história envolvendo aliens vivendo na terra escondidos, tipo Homens de Preto.
A abertura é bem bacana, tanto na arte quanto na música, “Cold Finger Girl”, da Kuriyama Chiaki (EDIT: ela é a mesma que faz a Gogo Yubari em Kill Bill oO). Vai o clipe porque a TV Tokyo tosca tirou as OPs do YouTube:
Hourou Musuko
Pelo primeiro resumo que saiu achei que fosse algo bizarro envolvendo traps. Mas aí vi que era do autor de Aoi Hana, que trata de assuntos envolvendo homossexualidade de forma decente e não-estereotipada. Diria que nesse aspecto é até melhor que Aoi Hana, pois lá lésbicas eram tratadas pelos personagens como a coisa mais normal do mundo (não que eu discorde, mas a maioria das pessoas não tratariam elas assim). Aparentemente o anime começou no meio do mangá e a história ainda está confusa (não ajuda que os personagens são parecidos e você não consegue guardar os nomes deles) mas imagino que vá se encaminhando. A arte do anime é linda, mais ou mesmo no mesmo estilo de Aoi Hana.
A abertura é interessante, e o encerramento é da sempre excelente Rie Fu.
Fractale
O outro anime do noitaminA, mistura ficção científica, aventura e fantasia. Pelo resumo não dá para não lembrar de Laputa, e o anime tem uma ligeira cara Ghibli mesmo. Só não gostei muito do primeiro episódio super legal com a ótima Phryne para depois sermos largados no segundo episódio com a pentelha da Nessa. Mas ainda é cedo para maiores conclusões. Ainda assim, aparentemente Fractale tem uma temática interessante sobre os conflitos de liberdade/alienação, real/virtual.
A abertura tem uma música bacana e animação com fractais. O encerramento, “Down by the Salley Gardens”, é versão de uma música tradicional irlandesa (inclusive a única que eu sei tocar na tin whistle, para um conceito bem flexível de “saber”). O curioso é que tem uma baita confusão sobre essa música: tem um poema do Keats chamado “Down by the Salley Gardens”, e o poema foi colocado como letra de uma música tradicional irlandesa chamada “The Maids of the Mourne Shore”. Para piorar, existe uma outra música irlandesa chamada “Down by the Salley Gardens” e além disso, o poema do Keats foi inspirado numa terceira música irlandesa chamada “The Rambling Boys of Pleasure”. Ufa.
Kimi ni Todoke
Mais do mesmo, o que neste caso não é ruim. Só requer paciência para aguentar a lerdeza do casal. A abertura, “Sawakaze”, é do Tomofumi Tamizawa, que também cantou a abertura da primeira temporada. O encerramento, “Kimi ni Todoke” é da May’s. Ambos são muito bons também.